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A Casa Roschel

O populoso e prospero bairro do Parelheiro, um dos melhores de Santo Amaro, conta entre seus habitantes com não poucos homens merecedores do apreço e da estima de todos. Nesse número estão os senhores João e José Roschel Christi, filhos do Sr. Pedro Roschel e ilustríssima exma. Sra. Dona Maria Christi.

Moços educados e trabalhadores congregam ao redor do seu nome uma atmosfera de admiração e simpatia, sendo estimados e acatados pela população de todo o bairro que neles vê dois elementos utilíssimos ao progresso e ao engrandecimento daquela uberrima zona.

Sob a firma irmãos Roschel Christi e os Srs. José e João Roschel Christi montaram a casa Roschel, localizada em um bom edifício de sua propriedade, a entrada do Parelheiro, construído em terrenos pertencentes ao Sr. Pedro Roschel, também lá residente embora em outro prédio.

A casa Roschel dispõe de grande sortimento de secos e molhados, bebidas, conservas, gêneros do país, artigos para fumantes, sacaria, etc. Sendo os produtos rigorosamente escolhidos e das melhores precedências. Quanto aos preços não encontraram rival, pois os irmãos Roschel Christi agem sempre sob as normas da maior correção.

O Sr. João Roschel Christi conserva-se solteiro. Quanto ao José Roschel Christi, é casado com a Sra. Dona Maria Reimberg tendo os seguinte filhos: Maria José, Moacyr e Aparecida.

Retirado de: Álbum de Santo Amaro

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Há 180 anos, alemães chegavam a São Paulo

Eventos na Colônia, no extremo sul do Município, celebram a data

Mosteiro de São Bento. Colégio Visconde de Porto Seguro (fundado como Deutsche Schule). Instituto Goethe. Hospital Santa Catarina. Esporte Clube Pinheiros (que nasceu do Sport Club Germânia). Hospital Alemão Oswaldo Cruz. Colégio Humboldt. Não são poucas as marcas que imigrantes alemães deixaram na capital paulista. "Mas, ao contrário do que acontece no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina, essa parte da história germânica ficou esquecida", lamenta o diretor do Instituto Martius-Staden, Eckhard Kupfer. Mudar um pouco esse descaso é o objetivo de uma exposição itinerante cujo lançamento será amanhã, às 10 horas, na Escola Céu Azul, no bairro de Colônia, em Parelheiros, extremo sul da cidade (informações pelo telefone 3081-3311).

Até o fim do ano, os 29 painéis com cerca de seis fotos cada um percorrerão 14 pontos da cidade, como os Colégios Visconde de Porto Seguro e Humboldt e o Memorial do Imigrante (confira o itinerário em http://blog.estadao.com.br/blog/metropole). "Fizemos um recorte histórico com imagens de 1890 a 1930", explica a coordenadora do arquivo do Martius-Staden, Daniela Rothfuss. Existe a intenção de que, ao longo de 2010, os painéis percorram o interior do Estado.

HISTÓRIA

Alguns anos depois do fluxo migratório de alemães que se estabeleceram nos Estados do Sul, a primeira leva que chegou a São Paulo desembarcou em Santos em 13 de dezembro de 1827. Eram 226, entre homens, mulheres e crianças. "Foram artesãos e agricultores, na maioria", esclarece Daniela. "Vieram em busca de condições econômicas melhores."

Primeiramente ficaram alojados em um hospital militar na Chácara Bento André, na região de Santo Amaro. Em junho de 1829, há exatos 180 anos, grande parte do grupo aceitou explorar terras oferecidas pelo Império onde hoje fica o distrito de Santo Amaro. Com casas de taipa de pilão, era fundado, então, o bairro de Colônia, no extremo sul do Município. Até o fim daquele ano, 149 famílias e 72 solteiros, num total de 926 imigrantes alemães, chegaram ao Estado de São Paulo - 336 se estabeleceram em Colônia, enquanto o restante rumou para o interior.

Para Kupfer, a localização geográfica pouco privilegiada do bairro é a principal razão para que a história dessas famílias nunca tenha sido muito explorada. "Se hoje já é um bairro de difícil acesso, imagine como era naquela época", ressalta.

FESTA

Entre os dias 26 e 29 acontece, também em comemoração aos 180 anos da imigração alemã, a Colônia Fest, no Largo da Igreja Santo Expedito, na Colônia. Na 4ª edição, o evento conta com comidas e danças típicas, apresentações folclóricas e exposições. Informações e programação completa em www.coloniafest.blogspot.com.

Retirado de: Edison Veiga - http://www.estadao.com.br

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Jardim Selma

As terras onde está o bairro do Jardim Selma, na zona sul, distrito de Pedreira, pertenciam desde os primeiros anos do século XX à família Roschel, de origem alemã, e o nome do bairro foi em homenagem à dona Selma Roschel. Era parte de uma fazenda de mais de 50 alqueires, que foram sendo retalhados. Diz uma lenda que tais terras foram trocadas por gado e cavalos.

Essa família germânica era umbilicalmente ligada aos famosos membros do clã dos Klein, que são parte da história do distrito do Broklin.

O primeiro Klein a chegar a São Paulo foi Carlos Klein, que desembarcou por volta de 1867 e se estabeleceu na zona sul da capital, no pequeno bairro de Colônia, região de Santo Amaro, onde moravam muitos imigrantes alemães. Seu passo seguinte foi comprar uma fazenda, que terminou por se tornar um grande número de bairros paulistanos. Morou nela com a esposa dona Ana Catarina Norgang Klein e filhos.

Carlos Klein faleceu em 11 dezembro de 1876, sua propriedade passou para os filhos João Klein e sua esposa, dona Carolina.

Retirado de: 450 Bairros São Paulo 450 anos - Levino Ponciano

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Prefeito participa das comemorações dos 180 anos de imigração alemã em São Paulo


Na cerimônia deste domingo (21/06), em Parelheiros (Zona Sul), o prefeito abriu a Exposição Itinerante sobre a Imigração Alemã, que percorrerá 14 pontos da cidade.


O prefeito de São Paulo participou neste domingo (21/06) da cerimônia de comemoração dos 180 anos da imigração alemã no estado de São Paulo. O evento aconteceu em Parelheiros (Zona Sul), e abriu a Exposição Itinerante sobre a Imigração Alemã, que percorrerá 14 pontos da cidade, como centros culturais, colégios e associações. A comemoração teve apresentação da Banda Sinfônica do Exercito.

"Nossa cidade, o estado e o país têm sido exemplo para o mundo no que diz respeito à convivência entre as diversas comunidades e religiões. Temos a alegria de estar aqui hoje festejando os 180 anos da chegada dos alemães a São Paulo, comunidade que tem aqui uma presença muito forte", afirmou o prefeito.

A organização do evento é da comissão formada por membros da Associação de Entidades de Origem Alemã de São Paulo, Associação Cristã de Ensino, Associação Cívica Colônia Alemã, Instituto Martius-Staden e Associação Cemitério dos Protestantes, entre outras entidades. A Prefeitura de São Paulo, por meio da SPTuris, apóia o evento.

Retirado de: http://www.prefeitura.sp.gov.br/

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Primeiros alemães em SP esperaram mais de um ano por terras prometidas

Quando os primeiros colonos alemães recrutados pelo governo brasileiro chegaram a São Paulo, em 1827, ainda não se sabia onde assentá-los. Isso ficou definido em 29 de junho de 1829.

Os colonos alemães em São Paulo nos primeiros anos do Brasil independente guardavam uma segunda similaridade com os atuais sem-terra que esperam um pedaço de chão no campo. Muitos deles eram trabalhadores urbanos e sequer sabiam manusear uma enxada. Afinal, foram duas as causas básicas que levaram milhares de alemães a trocar sua pátria na Europa pela construção de seu futuro em terras brasileiras.

A fragmentação das propriedades rurais por direito de herança, sobretudo na região do Hunsrück (ao sul do rio Mosela), deixara para as novas gerações de famílias camponesas unidades mínimas, inviáveis economicamente. Nas cidades, as máquinas da revolução industrial substituíam operários nas fábricas e venciam a concorrência com os artesãos autônomos.

Assentamento

Sem perspectivas na Alemanha, muitos jovens camponeses sem-terras e desocupados urbanos aceitaram o tentador convite de recrutadores alemães e brasileiros para construir um novo país. A promessa de ganharem vastas terras convencia-os.

O primeiro grupo de 226 pioneiros desembarcou em Santos em 13 de dezembro de 1827, alcançando São Paulo em 12 de fevereiro de 1828. Foram alojados num hospital militar no então município de Santo Amaro, atualmente bairro da capital paulista. Mais tarde, o local abrigou o colégio alemão Humboldt e hoje em seu lugar está a Universidade de Santo Amaro (Unisa).

Ao longo de 1828 e 1829, novas levas de colonos os seguiram, chegando à soma de quase mil. Entretanto, apesar do recrutamento oficial na Alemanha, as autoridades brasileiras ainda não sabiam onde assentar os alemães recém-chegados a São Paulo. Alguns colonos que haviam trazido algum capital acabaram não esperando e compraram terras em Itapecerica, enquanto alguns artesãos decidiram logo exercer seus ofícios de alfaiate, sapateiro, serralheiro, torneiro, construtor de moinhos etc.

Enquanto isso o médico Justiniano de Mello Franco, que sabia alemão, procurava com os demais imigrantes terras onde pudessem ser assentados. A busca abrangeu uma ampla região que inclui vários dos atuais municípios ao redor da cidade de São Paulo. Muitos locais sugeridos pelo grupo foram vetados pelas autoridades para o assentamento. Em paralelo, os colonos trabalhavam na abertura de estradas.

A demora consumiu a paciência de alguns imigrantes, que passaram a cobrar uma decisão no fim de 1828. Mello Franco sugeriu, enfim, pela primeira vez, a região de Santo Amaro, com a adesão de 129 colonos. Mas o Conselho da Província rejeitou inicialmente a ideia. Por se rebelarem, 26 colonos foram penalizados com a perda de direito a terras e benefícios.

Vida isolada

Finalmente, a 29 de junho de 1829, 94 famílias receberam lotes na região de Colônia, em Parelheiros, no então município de Santo Amaro, 40 quilômetros ao sul do centro da capital paulista. Ao todo 336 imigrantes foram assentados em Santo Amaro, indo 238 para Rio Negro (hoje território paranaense), 57 para Cubatão e 39 para Itanhaém, espalhando-se os demais pela cidade de São Paulo e arredores.

Com os alemães, Santo Amaro tornou-se o único município produtor de batatas em 1837. Milho, feijão e mandioca também destacavam-se na produção. Outros dedicaram-se à extração de madeira e abriram serrarias e carvoarias.

A reconstituição do modo de vida dos colonos alemães nesta primeira fase tem sido quase impossível. "Não há documentos oficiais, nem comunitários ou particulares", diz Daniela Rothfuss, coordenadora do arquivo e da biblioteca do Instituto Martius Staden, que procura documentar e pesquisar a história da imigração alemã, sobretudo em São Paulo.

Não teria havido sequer vida comunitária dos colonos, uma vez que receberam grandes propriedades e tornaram-se fazendeiros com vidas quase isoladas. A religião dos colonos (80% era luterana) dificultava a integração com os brasileiros católicos, e a falta de uma igreja e um pastor luteranos deixou-os sem um ponto de encontro regular entre eles mesmos. Não podiam casar no religioso, somente em cartório.

Sem escolas, língua alemã não resistiu

Na igreja de Santo Amaro, seus mortos eram enterrados no lado externo, enquanto os católicos tinham sua sepultura dentro do templo. Somente em 1840 fundou-se o primeiro cemitério protestante em Colônia, mas supõe-se que muitos corpos já eram enterrados no local anteriormente. Difícil imaginar que durante 10 anos os colonos luteranos tenham levado seus mortos por 30 quilômetros para sepultá-los em uma igreja católica. Possivelmente, muitos tiveram o solo de suas próprias fazendas como último leito.

Os colonos também não abriram escolas próprias, de modo que o idioma alemão caiu em desuso já na terceira geração dos imigrantes. A língua trazida da Alemanha teria resistido até fins do século 19, através de canções e rezas.

Acredita-se que as moradias nas fazendas eram modestas: de madeira, depois taipa, como sugere a ruína de uma casa encontrada em Colônia. O tijolo seria empregado somente a partir de 1890.

De acordo com o Instituto Martius Staden, ainda vivem em Colônia 18 famílias descendentes dos primeiros imigrantes.

http://www.dw-world.de

Retirado de: Autor: Marcio Weichert - Revisão: Alexandre Schossler

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Sítio da Lagoa

O proprietário do Sítio da Lagoa Sr. Adão Schunck Roschel, nasceu do bairro do Parelheiros, em Santo Amaro, 14 de março de 1892, sendo filho do Sr. José Roschel e da exma. Sra. Anna Schunck, já falecidos.

O Sítio da Lagoa que fica no bairro do mesmo nome, a 30 km de distancia da cidade de Santo Amaro, por estradas regulares, é ótima propriedade, aberta em 80 alqueires de terra, contendo todas as benfeitorias desejáveis, inclusive boas plantações de cereais destinados ao gasto, abundantes pastarias com 20 alqueires, abrigando vacas leiteiras, animais para sela e carroça, etc.

A casa da residência é das melhores que podemos encontrar na zona rural, forrada e assoalhada, alta, com gracioso jardim em construção à frente e outros melhoramentos.

Aproveitando a abundancia da água procedente de um ribeirão que atravessa a propriedade, o Sr. Adão Schunck Roschel instalou iluminação elétrica no Sitio da Lagoa dotou a residência de água encanada.

Além deste sítio, tem o proprietário varias casas de aluguel em Santo Amaro.

Pertencente o Sr. Adão Schunck Roschel a tradicional e estimadíssima família santamarense, sendo casado com a exma Sra. Dona Helena Schmidt Schunck e tendo desse consórcio os seguintes filhos: senhorinha Maria de Lourdes, Margarida, Raul, Adelino, Davina e Helena, vivendo a ditosa família cercada pelo respeito de todos os moradores do bairro.

Retirado de: Álbum de Santo Amaro

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